quarta-feira, 20 de maio de 2009

Woody Allen apetitoso

Em Vicky Cristina Barcelona, Woody Allen desconstrói dois dos principais paradigmas do amor no mundo moderno através das personagens de Vicky e Cristina, e romantiza uma relação doentia como a de Juan Antonio e María Elena a tal ponto que a gente quase quer ser María Elena, e o público ainda sai do cinema totalmente apaixonado. Pelo filme, pela vida, pelo namorado, pelo cinema, sei lá. Mas que a gente sai inebriado sai. Um filme que faz isso a nós merece ser assistido, re-assistido, pensado, deliciado.
Embora questione com muita acidez o amor, cada momento do filme, repleto de uma música viva, que emociona até os personagens, as cores dignas de um filme do Almodóvar (na terra do Almodóvar!), o convite sedutor de Juan Antonio... tudo nele transborda sentimento.
Saímos do filme sabendo que desejar é muito bom. Que tentar é melhor ainda. Melhor ainda se for à margem da hipocrisia e arrogância burguesas representadas pelas duas personagens título, ou de qualquer outro pré-conceito. Em Barcelona, então, nossa! Se tiver amor, aí, então, nem precisa ser em Barcelona. E a vida, vibrantemente homenageada no filme, não importando as circunstâncias, é a cereja do bolo (delicioso) que Woody Allen nos joga na cara, sem prato nem bandeja.

Um comentário:

Felippe disse...

eu tenho 1amor aqui em são paulo!! gosto mto dela sabia?!? é tao bom ficar com ela, enxer de bjar, abraçar, dormir agarradinho, conversar, ver filmes que nunca pensei que veria, bjar mais, e muitas e muitas coisas!! ééé